Incerteza, Risco, Seguro e o Controle Objetivo de nosso Destino

Como será o amanhã? Responda quem puder?

A letra do samba enredo da escola de samba União da Ilha do Governador tornou-se um sucesso instantâneo desde seu lançamento no carnaval carioca de 1978. Para este sucesso, seguramente, contribuiu o fato de ela dizer respeito a uma das questões mais importantes da humanidade: a incerteza do futuro.

E durante muito tempo, desvendar esta questão esteve, conforme a letra da música segue, em bolas de cristal, jogos de búzios, cartomantes, mensagens zodiacais ou realejos entre outros.

Desde o início dos tempos, a incerteza acerca do futuro tem sido uma das principais questões filosóficas da humanidade, e a forma de aborda-la, motivo de acalorados debates éticos e morais.

Temos o direito moral de tentar determinar nosso destino?

A questão central deste debate, que em certa medida permanece até os dias atuais, não é, somente, se o homem teria a capacidade de desafiar a incerteza, e determinar seu destino, mas sim, até que ponto ele teria o direito de utilizar esta capacidade em proveito próprio.

Nos dias de hoje, esta questão pode parecer um tanto ultrapassada, mas nem sempre foi assim. Por um longo período de nossa história, e especialmente, até o final da Idade Média , este debate se deu no plano religioso.

Todos nós conhecemos o ditado “o futuro a deus pertence”. Muitos acreditam, de fato, nesta afirmação, e confiam simplesmente naquilo que poderíamos chamar de providência divina. Não há nada de errado ou estranho nisto. Trata-se de uma questão de fé, e parte da natureza humana que deve ser respeitada.

O problema é que, em determinados momentos, desafiar esta fé por meio da lógica e da razão, poderia levar a graves consequências. Na melhor das hipóteses, uma convincente “advertência”, e na pior, a purgação desta blasfêmia em uma fogueira em praça pública.

 

 

A fé e a religião, portanto, prevaleceram, durante um bom tempo, como o freio principal as ambições humanas, e não foi antes do período histórico conhecido como Renascimento , que este limite começou a ser transposto.

Dentro de um novo ambiente, onde as aspirações humanas são colocadas em primeiro plano, e onde o uso da razão e da lógica passam a ser atributos valorizados, surge a possibilidade de uma abordagem puramente científica da questão da incerteza.

O Risco e a Abordagem Científica da Incerteza

Esta abordagem estabelece uma nova fronteira para as ambições humanas: o conhecimento. Por meio dele, o homem começa a adquirir o discernimento e a autoconfiança necessários para ampliar seus horizontes e concretizar uma de suas maiores, e mais antigas ambições, que é a de tomar o destino em suas mãos, ao invés de deixa-lo simplesmente a mercê da providência divina, sorte ou do acaso.

Mas o homem ainda não é senhor absoluto de seu destino, e mesmo que pudesse ser, ainda persiste a questão ética sobre até que ponto ele tem o direito de sê-lo. Se no passado, este debate deu-se no plano religioso, nos dias atuais, ele se dá no plano da ideologia, com desdobramentos políticos, sociais e econômicos.

Assim a melhor interpretação para este limite nos dias atuais parece ser a de que, sim, o homem tem direito a ver suas ambições concretizadas, mas sempre em um contexto de respeito à lei e ao próximo.

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“O céu não é o limite! O conhecimento sim!”

 

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Não obstante todas estas questões morais, o fato é que o grau de nosso conhecimento é finito, e por este motivo, a incerteza acerca do futuro nunca poderá ser eliminada por completo.

Guardados os limites legais e morais, lidar racionalmente com ela é, portanto, o melhor que podemos fazer no momento, e a boa notícia é que, e em certas circunstâncias, ela pode ser medida, tornando-se um importante parâmetro de planejamento do futuro.

A concretização de nossos objetivos no futuro raramente dependerá somente de nossa vontade, planejamento e ação, mas, também, da influência incerta de fatores e circunstâncias, sobre os quais temos pouco ou nenhum controle.

No passado isto sempre foi um dilema objetivamente insolúvel, mas atualmente somos capazes de prognosticar o desfecho, favorável ou desfavorável, da grande maioria dos fatores e circunstâncias que possam ser materiais aos nossos planos para o futuro.

Prognosticando e Controlando a Incerteza, ou o Risco

E este prognóstico nos serve de parâmetro para decidir se estes fatores ou circunstâncias nos são convenientes, e em caso positivo, a forma mais conveniente eficiente e segura de lidarmos com eles.

A este parâmetro chamamos de risco, e quando ele é realmente inevitável e não nos traz qualquer benefício, ele pode, eventualmente ser transferido, dentro de certas condições, mediante o pagamento de um prêmio, em um mecanismo financeiro conhecido como seguro.

Qual o real significado do prêmio de seguro

O seguro é, portanto, é uma das formas disponíveis para lidarmos com as nossas incertezas acerca do futuro, e consequentemente, uma contribuição para a concretização de um dos maiores sonhos do ser humano: o controle de seu destino, e dentro dos parâmetros da lei e do interesse público, contribuir para o bem da sociedade.

Bom trabalho a todos!

 

Mauricio Carasso

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